Regulamentação do fornecimento obrigatório de capacetes e queixeiras para usuários de Patinetes Elétricos e Bicicletas por empresas de locação

O mercado de patinetes elétricos vem em uma crescente no Brasil. Porém, no exterior a novidade já está ganhando usuários em diversos cantos do mundo. A empresa Bird foi a responsável por apresentar o equipamento a Paris e em dois meses na capital da França, 50 mil parisienses já haviam aderido os patinetes elétricos. Segundo informações divulgadas no site da BBC Brasil, uma média de 2 milhões de usuários utilizam o equipamento em diversas cidades americanas e europeias.

No entanto, apesar deste meio de locomoção trazer uma série de vantagens que vão desde a ausência de trânsito para o usuário até o combate a poluição, os riscos também são iminentes. De acordo com um levantamento feito no Hospital Samaritano, em São Paulo, apenas no 1° trimestre de 2018, 23% das pessoas que se acidentaram com os meios de transporte foram internadas e, no mesmo período deste ano, o número chegou a 43%.

E como seria possível reduzir estes números? Segundo José Rodrigues Laureano Filho, presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (CBCTBMF), a utilização de equipamentos básicos de segurança, principalmente capacete, pode reduzir em até 72% o risco de gravidade das lesões faciais, diminuindo a probabilidade de mortes em até 39%.

Em meio a este cenário e, no mês de conscientização do Maio Amarelo, movimento internacional que visa promover uma conscientização coletiva em prol da redução do número de acidentes no trânsito, o Doutor Sylvio Vivone Neto, cirurgião bucomaxilofacial do Instituto Vivone, preocupado com a segurança dos usuários, está com um projeto de lei que defende o fornecimento obrigatório de capacetes e queixeiras para usuários de patinetes e bicicletas elétricas por empresas de locação. Para que este projeto de lei seja avaliado pelo Senado serão necessárias 20 mil assinaturas.

“O objetivo desta iniciativa não é, de maneira nenhuma, criminalizar as empresas, mas sim encontrar um jeito mais seguro dos usuários circularem com seus equipamentos diminuindo o máximo possível dos riscos à saúde e integridade física de cada um”, explica Vivone. “Com esta medida em prática, se tudo der certo, as empresas podem continuar oferecendo seus serviços de locomoção urbana e os casos de traumas faciais e, até mesmo, mortes, serão reduzidos”, complementa o cirurgião.

A conscientização de massa é algo de extrema importância na luta pela redução do número de traumas e mortes “É importante que as pessoas tenham a preocupação de utilizar capacetes, joelheiras, mentoneiras, entre outros equipamentos de segurança em prol de sua segurança pessoal e, sempre que possível, busquem alertar seus colegas a fazerem o mesmo”, aconselha o cirurgião.